dou aquela olhada rápida em torno daquela pilha de livros e não encontro, procuro se estrá na outra pilha (espalhada pela casa), não, ainda não encontrei.
De repente percebo que aquele livro, o MEU livro, o livro que tanto amo e que estava a procura por querer ler mais uma vez, simplesmente sumiu! A insustentável leveza do ser - Milan Kundera, um clássico, como vários clássicos que eu tento manter na cabeceira, se perdeu. Eis o problema da saga de empréstimos de livros, resultado é quase sempre um triste fim, porque das duas uma - ou a pessoa esquece que o livro tem um dono ou ela se apega a ponto de querer se tornar a nova dona.
Mas o ponto que quero chegar não é esse, muito embora ainda queira meu livro de volta, vejo que a única solução vai ser comprar outro. O ponto é que este ano, e dessa vês não passa deste ano, preciso ler no mínimo 100 livros, uma meta que já havia estipulado há vários anos atrás e segue ano após ano e essa meta só se acumula. Existem listas e listas acumuladas nos fundos de minhas gavetas, de filmes, músicas, livros, resoluçoes, do escambal, porque se existe uma coisa que eu tenho mais paixão do que concretizar o que tem nessas listas é fazer listas! Vício que vem de anos, já tenho mais de 50 livros que tenho que ler por obrigação (minha), e no momento essa leitura se divide em basicamente 3 livros (Comer, Rezar e Amar, O guia do Budismo, Os dragões não conhecem o paraíso - pela 1081938 vez, e alguns de francês pra ver se eu aprendo alguma coisa) na verdade tá mais pra quatro do que pra três livros.
Ah como eu amo ler, sair da "ignorância" que nos é nata, por isso que se tiverem que me dar um presente nessa vida, com certeza livros são uma boa pedida.
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