
Não olhes para trás todo o instante!
O passado ficou cada vez mais distante;
Esquece o que passou na luta do presente,
E apaga o que te fez da Vida tão descrente!
A vida se renova! O coração também!
Depois da tempestade, - há de vir a bonança!
Depois da luta, a paz; depois do mal, o bem;
E depois da descrença – uma nova esperança!
Não permitas que em ti se estanque, de repente,
A fonte do Ideal, cuja água refulgente
Pode matar a sede a um outro viajor!
Renova o coração! Cura a tua ferida;
Não olhes para trás! Segue, de fronte erguida,
E espera, confiante, a vinda de outro amor!
Maria José Aranha de Rezende
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